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Relatório da PF detona delação de Palocci em novo revés para o ex-ministro

Foto Reprodução Web

Da Veja - Do nada para lugar nenhum, assim foi classificada a relação de Palocci pela polícia federal, a veja divulgou reportagem hoje onde demonstra que teve acesso ao relatório da PF sobre a relação de Palocci utilizada para ter benefícios através do lava jato e para detonar políticos rivais .

 Um relatório elaborado pela Polícia Federal aponta que a delação premiada de Antônio Palocci era recheada de desinformação. O texto assinado pelo delegado Marcelo Feres Daher e encaminhado ao Ministério Público Federal na terça, 11, aponta falhas no conteúdo delatado pelo ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma Rousseff. “As afirmações foram desmentidas por todas testemunhas, declarantes e por outros colaboradores da Justiça” e “parecem todas terem sido encontradas em pesquisas na internet, porquanto baseadas em dados públicos, sem acréscimo de elementos de corroboração, a não ser notícias de jornais”.

Ao menos dois inquéritos nascidos de sua colaboração foram arquivados justamente por sair de lugar algum e não chegar a nada, neste mês, inclusive, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a acusação produzida no relato de Palocci, que afirmava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido 12,5 milhões de reais da empreiteira Odebrecht. Segundo o ex-ministro, o dinheiro teria sido utilizado para comprar um terreno para a construção de uma nova sede do Instituto Lula.

Este novo revés se dá no âmbito de um ponto importante da delação,, que deu conta de um crime supostamente ocorrido em 2011. O ex-homem forte do PT afirmou que um grupo de políticos e empresários tiveram como objetivo operar o Banco Central. Segundo Palocci, Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, teria informado à cúpula do banco BTG Pactual que a taxa Selic seria reduzida. A informação privilegiada teria sido responsável por fazer a fortuna do fundo Bintang, administrado pelo BTG. Contudo, uma perícia feita pela PF mostrou que o fundo não obteve ganhos a partir de bases de decisões do Copom. “Restou afastada eventual utilização de informação privilegiada quanto a outras datas de reuniões do Copom”, diz o relatório da PF. Além do fundo Bintang, Palocci mencionou outras instituições.

Tracy Reinaldet, advogado de Palocci, está otimista apesar do duro relatório contra o seu cliente. O Ministério Público Federal pode pedir novas diligências, afinal alguns fundos não foram periciados, assim como oferecer denúncia. Uma terceira possibilidade seria partir direto para o arquivamento das investigações. Reinaldet nega que Palocci tenha forjado contratos e agendas como forma de “provar” as denúncias feitas durante a delação. “É natural que uma colaboração não gere 100% de processos ou condenações. O delator tem de contar sobre atos ilícitos, mas pode ser que muitas não consigam ser provadas no curso das investigações”, diz o advogado de Palocci.

Att: Antônio S.

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