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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Pais de adolescente que postou ter sido agredida por motorista de app são condenados

Fotos: Postagem da Adolescente/Reprodução Web

Do G1 - As redes sociais virou pasto para pessoas mal caráter que usa as mesmas para cometer crimes, assim foi a história da moça que após uma corrida de aplicativo foi para as redes sociais dizer que foi agredida e que foi assediada sexualmente.

Porém, agora tempos depois a justiça decidiu condenar os pais da adolescente que postou essa história nas redes sociais, isso porque a história é falsa e foi enquadrada como fake news,  ela não foi agredida e nem sofreu qualquer constrangimento sexual por parte do motorista de app, e agora os pais da adolescente devem indenizar o motorista.

E a justiça condenou outras duas pessoas que compartilharam a publicação também devem indenizar o condutor. Rogério Ribeiro conta que falsas acusações o fizeram ser ameaçado e a deixar o trabalho: ‘Quase acabaram com a vida de um pai de família’.

A Justiça de Goiás determinou que os pais da adolescente indenizem Rogério Ribeiro de Almeida, que na época era motorista de aplicativo, por danos morais, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Ela postou nas redes sociais que o homem a molestou, roubou e agrediu durante uma corrida, o que não aconteceu. Apesar de no dia seguinte a adolescente ter voltado as redes sociais e ter desmentido a acusação, mesmo assim Rogério afirma que as publicações anteriores repercutiram, e causaram sérios problemas e o levaram a deixar o trabalho.

“Uma criança de 14 anos de idade, dentro de um bar, em dia de jogo, bebendo e divertindo com amigos, quase que acaba com a vida de um pai de família, que estava trabalhando para se sustentar, que não está fácil. Eu fiquei quase 15 dias sem nem sair de casa direito”, desabafou.

Os pais da menina devem pagar R$ 15 mil a Rogério. Outras duas pessoas que compartilharam a publicação foram condenadas a indenizá-lo em R$ 7,5 mil, cada. Eles podem recorrer da sentença.

A decisão foi tomada no dia 17 de julho deste ano, pela juíza Lília Maria de Souza, da 1ª Vara Cível da comarca de Rio Verde já que Rogério buscou na época imagens do clube onde deixou a adolescente, e provas testemunhais que comprovou que o crime não tinha ocorrido.

“No caso, é inegável que o autor amargurou enorme sofrimento com a atribuição irresponsável de conduta criminosa a ele, haja vista que a propagação de notícias nas redes sociais ganha proporções incalculáveis e sem controle, fazendo jus à reparação moral. A internet representa, nos dias atuais, o espaço em que a liberdade de expressão e de manifestação do pensamento encontra maior amplitude”, enfatizou a juíza, nos autos do processo.

Segundo a decisão da magistrada, no dia do ocorrido, há cerca de dois anos, a mãe deixou a adolescente em um clube, mas a menina decidiu, por conta própria, ir para um bar, onde estavam os amigos, e solicitou um carro por um aplicativo para ir ao local.

E instantes depois, conforme o processo, a mãe ligou para a adolescente, avisando que estava indo buscá-la no clube para ir ao shopping, momento em que a menina, que estava sem internet no celular, pediu para a amiga solicitar um carro por app para que ela voltasse ao clube, sem que a mãe desconfiasse.

Na sentença vemos a narrativa que, quando já estava no shopping, a mãe descobriu que filha tinha ido ao bar e ficou nervosa. Ao contar a situação para o pai, segundo a decisão, o mesmo bateu na filha, e a mãe tomou o celular dela, como forma de puni-la pela mentira.

De acordo com o processo, a adolescente, para não contar aos amigos que o seu pai tinha lhe batido, resolveu colocar a culpa pelas lesões e a ausência do celular ao motorista. Segundo a decisão, ela fez a série de postagens usando o tablet da irmã, já que estava sem celular.

"Eu nunca senti tanto nojo de uma pessoa, eu realmente achei que estava segura. Não imaginava que um ser humano seria capaz de fazer isso com uma pessoa", escreveu a menina à época, em um dos posts printados.
Amiga da adolescente também compartilhou a falsa denúncia.

Além de fazer os posts nas próprias redes sociais, a adolescente pediu à amiga que tinha solicitado a corrida que pegasse a foto do motorista e postasse nas redes sociais para alertar os demais moradores, segundo relatado no processo. Outro homem citado no processo também publicou sobre a falsa agressão em um grupo de uma rede social.

De acordo com Rogério, após as postagens, várias pessoas começaram a julgá-lo e ameaçá-lo.

“As pessoas me ameaçaram, ameaçaram meu irmão, minha irmã. Esse rapaz que fez a divulgação também me ameaçou por mensagem”, disse.

Retratação
Na época, a adolescente fez um post de retratação pública no perfil dela. Na mensagem, ela escreveu: “Quero retratar o ato de agressão por parte de um funcionário da @uber que me atendeu ontem, foi um ato de impulso e impensado por mim. Portanto, declaro que não ocorreu nenhum incidente no momento da condução com o Uber. Peço desculpas pelos transtornos”.

No entanto, segundo a vítima, a retratação não é suficiente. “Infelizmente, de cada mil pessoas que viram a acusação, falando que eu era o errado, que eu molestei uma criança de 14 anos, uma retratação publica informando que foi tudo uma brincadeira não tem o mesmo alcance”, disse.


Desde o ocorrido, Rogério disse que optou por abandonar a carreira no aplicativo. Atualmente, ele atua como analista de logística de transporte em uma empresa, em Rio Verde, onde vive com a esposa.

“Na época eu me dispensei do aplicativo, porque era uma vida perigosa, você não sabe quem você está carregando, após eu resolvi sair forra. Hoje tem quase dois anos que aconteceu isso, e até hoje eu vejo coisas parecidas e ainda dá aquele baque do medo, mas o que ajuda é a família e os amigos estarem do lado”, disse.

Att: Antônio S.

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